//Boletim Fevereiro 2013

Boletim Fevereiro 2013

2013-02-13T17:25:08+00:00fevereiro 13th, 2013|Boletim|

“Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.” Bento XVI. Porta Fidei, Motu Proprio para o Ano da Fé

Este é apenas o editorial do Boletim de Fevereiro de 2013.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Um dia, o Padre Werenfried nos contou a respeito de um sacerdote tcheco, que ele tinha convidado a ficar dois meses no Ocidente depois da “Primavera de Praga”, para que ele pudesse conhecer a Igreja no mundo livre. Na sua despedida, o padre disse essas palavras, que fazem pensar: “Eu fiquei doze anosna prisão por querer permanecer fiel à Igreja de Roma. Fui torturado por não querer renegar o Papa. Em nome da minha fé eu perdi a saúde. Mas essa mesma fé me deu uma tranquilidade e uma segurança que fizeram dos meus anos de cativeiro os mais felizes de minha vida. Vocês perderam a tranqüilidade em Deus; vocês solaparam de tal maneira a fé, que ela não consegue mais dar nenhuma segurança. Vocês, na sua liberdade, jogam fora aquilo pelo qual nós sofremos durante a opressão. O mundo ocidental me decepcionou. Eu prefiro viver novamente doze anos numa prisão comunista do que permanecer mais tempo ainda com vocês.”

Esse julgamento severo de uma testemunha que veio da Igreja perseguida deveria fazer-nos pensar também hoje. Nos nossos países ocidentais não corremos o perigo de sermos lançados na cadeia ou sermos assassinados por causa da nossa fé. No entanto, experimentamos dia após dia que a nossa fé é colocada à prova. Viver de maneira coerente a fé hoje em dia significa estar disposto a suportar sorrisos de ironia ou, na melhor das hipóteses, “de compaixão”. Faz parte do bom tom generalizado da mídia colocar em ridículo e menosprezar a Igreja, o Papa e as verdades da fé. Muitas vezes o homem que vive coerentemente a sua fé é tachado de retrógrado, é colocado em desvantagem e é marginalizado da vida pública. No nosso tempo atual não é fácil apresentar-se como pessoa que tem uma fé, rezar, confessar e ter uma vivência eucarística, escutar a palavra do Papa, defender a fidelidade conjugal ou ter uma família com grande número de filhos.

Mas quanto mais difícil a situação, tanto mais preciosa se torna a fé, tanto mais se comprova nossa prontidão a sofrer por ela. O testemunho dos mártires nos ajudará a não recuarmos covardemente na batalha e a ficarmos amargurados, mas a enfrentar corajosamente o debate com todo aquele que nos solicitar a respeito da esperança que nos sacia. Celebraremos o Ano da Fé na medida em que soubermos de novo redescobrir como pérola preciosa a fé pela qual os mártires colocaram em jogo sua liberdade e sua vida.

Caros amigos, sejamos fiéis na fé e procuremos esforçar-nos, na Quaresma que se aproxima, em viver um amor ainda mais misericordioso para com todos, inclusive para com aqueles que, geralmente por fraqueza e ignorância, menosprezam a nossa fé. Esse é um jejum que agrada a Deus.

Com a minha bênção, o seu,
Pe. Martin M. Barta

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