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Boletim Agosto 2013

2013-09-18T12:46:08+00:00agosto 9th, 2013|Boletim|

“As mulheres consagradas são chamadas de modo absolutamente especial a serem, através da sua dedicação vivida em plenitude e com alegria, um sinal da ternura de Deus para com o gênero humano e um testemunho particular do mistério da Igreja, que é virgem, esposa e mãe.” Beato João Paulo II

Este é apenas o editorial do Boletim de Agosto de 2013.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Quando uma jovem entra em um convento, muita gente se pergunta: “Será que ela teve uma desilusão amorosa?” Mas é exatamente o contrário: uma jovem se decide pela vida consagrada a Deus justamente porque ficou enamorada; ela está enamorada pelo próprio AMOR, por Deus. Essa capacidade de amar de modo tão profundo e abnegado é uma característica toda especial da alma da mulher, e se enraíza na sua predisposição de gerar a vida humana, de protegê-la e de conservá-la. Compreendera doação total do amor e gerar a vida tanto física como espiritual é o que corresponde à mais profunda vocação da mulher e à sua missão sagrada. O beato João Paulo II fala do “gênio da mulher” e da sua “maternidade espiritual”.

Quando Satanás se aproximou da primeira mulher, Eva, sua intenção era justamente ferir o mais íntimo da pessoa humana, perturbar a transmissão da vida e semear um germe de desconfiança no profundo universo emocional da mulher. Mas a vitória sobre Satanás e, por consequência, a vitória sobre a morte, foi prometida novamente a uma mulher, à nova Eva, à Imaculada com o seu Filho divino. Essa nova Eva, Maria, é a portadora da Vida. Ela devolve a Deus sua própria pessoa e tudo o que ela tem. Por meio dessa entrega total, amorosa e indivisa a Deus, ela reconstrói na sua beleza original o coração humano, desfigurado pelo pecado. Não apenas a religiosa consagrada a Deus, mas toda mulher, tanto a esposa sem filhos como a mãe de família ou a viúva, tanto a divorciada como a solteira, tem a mesma missão da Virgem Maria, de ser esposa e mãe. Sem essa santidade pessoal da mulher, a santidade da Igreja, o serviço sacramental dos sacerdotes, o múnus de ensinamento dos bispos e do Papa ficam sem fruto. Essa é a verdadeira emancipação da mulher, e não a sua “igualdade” com o homem. Ela é um original, não uma cópia. “Mulher e homem são entre si complementares”. (beato João Paulo II)

A virgindade e a maternidade, que constituem o alicerce da singular dignidade da mulher, não raramente são injuriados de modo grosseiro, relegados à mera dimensão biológica. No entanto, nesses dois traços fundamentais, virgem e mãe, manifesta-se em modo culminante a beleza do ser mulher, o seu “serviço soberano”. Santa Edith Stein explica isso assim: “Quer a mulher viva como mãe na casa, quer numa função de grande notoriedade na vida pública, quer entre silenciosos muros de um mosteiro, em todo lugar ela deve ser uma serva do Senhor, tal como foi a Mãe de Deus em todas as situações de sua vida.”

Obrigado, amigos, por podermos prosseguir, com a ajuda de vocês e unidos a muitas mães e mulheres consagradas a Deus, a missão da Igreja e o serviço à Igreja.

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