//Boletim Agosto 2011

Boletim Agosto 2011

2012-08-17T17:00:19+00:00agosto 9th, 2011|Boletim|

“Em Denver o Papa encontrou-se com uma nova juventude. Não se trata de uma juventude sem problemas. Mas de uma juventude sem amarguras, sem agressões, sem desespero ou fúria destruidora. Uma juventude em sincera busca, que quer apresentar seus problemas à Igreja e aos seus sacerdotes, que se ajoelha, reza, se confessa, comunga e busca a sua força na graça de Deus.”

Este é apenas o editorial do Boletim de Agosto de 2011.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Padre Werenfried depois da Jornada Mundial da Juventude em Denver, EUA, 1993

Seu olhar estava fixo nos três carneiros, mortos pela fome. Ele mesmo tremia. Por vinte dias ele se alimentara apenas de leite e tâmaras. O pastor Ahmed Asubad nunca tinha vivido uma experiência dessas nos seus 90 anos de vida. “A guerra! Nunca mais a guerra!” têm repetido incansavelmente os Papas, desde Pio XII. Há meses existem novos focos de guerra no norte da África e até em todo o mundo árabe. Ahmed Asubad foi resgatado numa batalha que já durava semanas. Olhando seus salvadores ele grita: “Obrigado, obrigado… Como é seu nome? Quero saber o nome dos que me libertaram”.

Em nossas orações chamamos Cristo de “Salvador”, “Redentor”, “Libertador”. Muitas vezes sequer percebemos o que rezamos nossos lábios. É praticamente impossível viver seriamente o cristianismo sem ter feito a experiência interior de ter sido resgatado. Para o pastor no deserto de areia não bastava ver somente os rostos. Ele queria saber os nomes, para nunca mais se esquecer deles. Ao Verbo Eterno que se encarnou no seio virginal de Maria, seus pais deram o nome de Jesus, que significa Salvador (cf. Mt 1,21). Ele resgatou nossa liberdade de filhos de Deus com o “preço máximo” de sua morte, morte na cruz. Nós conhecemos seu nome, conhecemos sua ação libertadora.

A AIS é uma “obra pastoral”. É chamada a ajudar aos que atuam na evangelização e aos quais faltam os recursos para isso. Evangelizar significa resgatar as pessoas de uma existência sem sentido. Significa colocar com ardor o nome de Jesus em cada coração. Não basta repassar informações. Como cristãos não somos daqueles que apenas escutam o nome do nosso Salvador. Podemos chegar pessoalmente ao nosso Deus, louvá-lo e glorificá-lo na Eucaristia. A AIS não possibilita apenas a impressão de Bíblias. Ela colabora na formação de sacerdotes e teólogos, na construção de igrejas dignas, na Pastoral da Juventude. Ajuda a aplainar o caminho a Deus, para todos, jovens e velhos. É por isso que Bento XVI considerou e considera que uma Obra como a nossa é tão necessária. Não é indiferente que as gerações vindouras vivam com ou sem Deus. O Evangelho não é um luxo supérfluo. Ele é o pão da vida necessário.

Caros amigos, há décadas vocês sustentam a AIS. Vocês sabem: o Deus vivo é como o ar de que nós homens necessitamos para respirar! Jesus é o único que nos pode libertar de Caim e de suas horríveis guerras. Ele é o único caminho pelo deserto. Ele conhece cada oásis. Ele nos mostra o Pai, a verdadeira Terra Prometida. Agradeço a todos e a cada um pela sua fidelidade, por terem mostrado a Ahmed Asubad e a muitos outros o caminho do amor, e que estejam ajudando a anunciar o rosto e o nome do Salvador.

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