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Boletim Abril 2015

2015-10-08T12:46:42+00:00abril 5th, 2015|Boletim|

“A ressurreição de Jesus não é o final feliz de uma bonita fábula, não é o ‘Happy End’ de um filme; mas é a intervenção de Deus Pai lá onde se rompe a esperança humana.”
Papa Francisco

As veredas da penitência durante a Quaresma são salvíficas. Por essas trilhas chegamos ao maior evento da história da humanidade: a Festa da Ressurreição. Ela muda a nossa existência, transforma sofrimento em alegria, lágrimas em regozijo, morte em vida. Ela é a plenitude do projeto divino de salvação, porque tem o Filho de Deus como único protagonista, Ele que é o centro e o coração do universo. Ela nos anuncia que nosso objetivo último e verdadeiro é a felicidade eterna. Por isso é digno e justo que nós demos testemunho em alto e bom som: Cristo ressuscitou e nós ressuscitamos com Ele.

A história humana seria realmente assustadora se o silêncio mortal do Sábado Santo permanecesse eternamente. Então, a morte seria o abismo do nada no qual nós e nossos entes queridos acabaríamos nos precipitando.E o amor, a única coisa que torna a existência digna de ser vivida, nada mais seria do que uma ilusão breve e burlesca. Sem a Ressurreição não haveria remissão dos pecados, nem justiça final, nem recompensa para o bem realizado. Não permaneceria nada além de resignação e desespero. Mas Cristo ressuscitou: a luz da esperança pode se alastrar como aurora radiante acima de todos os horizontes humanos.

Todos os dias recebemos notícias de violência, opressão, explosões de ódio. Realizam-se marchas pela paz, organizam-se encontros de cúpula. Cataratas de palavras jorram nos meios de comunicação, fotos de gestos cheios de simbolismo circulam ao redor do mundo.Mas nada, ou muito pouco, muda. Por quê?Porque o que realmente faz falta é a conversão do coração. A paz é um fruto de humilde oração, um presente que vem do Alto. A verdadeira paz não pode brotar das raízes da astúcia política, de interesses conquistados com cinismo, ou de um equilíbrio dos medos. Para dizer um “sim” decidido em favor da paz, é preciso que as pessoas encontrem uma forma comum de pensar e de amar, é preciso que reconheçam o primado do direito para todos e sobretudo que aprendam a difícil e sublime arte do perdão. Somente isso consegue romper a espiral do ódio.

Quando nos preparamos para a Páscoa tendo diante de nós o panorama mundial, deveríamos nos conscientizar de que cada um carrega em si a semente da paz; de que cada um de nós é chamado a examinar corajosamente seu interior e a colocarem questão todos os subterfúgios e justificativas usados diante de nossas ações. Vamos começar ajoelhando-nos diante do crucifixo para fazer um exame de consciência concreto, para depois fazermos uma confissão libertadora e uma Comunhão pascal que plenifica. Isso nos dará asas para apoiar boas obras que contribuem ao desenvolvimento da civilização do amor.

A todos vocês desejo essa paz da Festa de Páscoa. Quero incluir todos vocês em minhas orações junto ao altar do Senhor.Abençoa-os de coração,

Mauro Cardeal Piacenza
Presidente da Ajuda à Igreja que Sofre

Este é apenas o editorial do Boletim do mês.

Você pode baixar o boletim na íntegra nas informações adicionais abaixo

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