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Boletim Abril 2011

2012-08-17T16:54:23+00:00abril 7th, 2011|Boletim|

“A Igreja deve dar a conhecer os grandes valores evangélicos de que é portadora; ora, ninguém os testemunha mais eficazmente, do que aquele que faz profissão de vida consagrada na castidade, pobreza e obediência, numa total doação a Deus e plena disponibilidade para servir o homem e a sociedade, segundo o exemplo de Cristo.” Papa João Paulo II

Este é apenas o editorial do Boletim de Abril de 2011.
Você pode baixar o boletim na íntegra ao final deste texto (anexo).

 

Quaresma significa acompanhar Jesus, que hoje sofre e que hoje atua por meio da Igreja para a salvação de todos os homens. Após a Segunda Grande Guerra chegavam dia e noite à Alemanha milhões de refugiados das ditaduras do Leste Europeu. O Papa Pio XII seguia atentamente os dramáticos acontecimentos. Ele rezava por aqueles que tinham perdido tudo e pedia aos católicos que os socorressem. Mas isso não lhe bastava. Ele queria uma ajuda ainda mais efetiva. Propuseram-lhe o nome de um monge premonstratense: Werenfried van Straaten. A partir da sua abadia em Tongerlo, na Bélgica, ele desencadeou uma poderosa ação de socorro: orações, fé, conversão, e a coleta de doações, vestuário, mantimentos. A partir dessas campanhas nasceu a “Ostpriesterhilfe” (Ajuda aos Sacerdotes do Leste) que mais tarde adotaria o nome de Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Cada instituição fica marcada pelas suas raízes. A Ajuda à Igreja que Sofre tem claramente uma origem pontifícia. Nossa mãe terra é o coração paterno dos sucessores de Pedro. O Padre Werenfried foi o instrumento genial que Deus utilizou nessa circunstância. Com energia e criatividade incansável ele transformou o desejo do Vigário de Cristo em fatos concretos. Isso desde 1947. Em breve tempo a história do século XX se acelerou de modo vertiginoso. O bem-aventurado João XXIII chamou a atenção profeticamente sobre a América Latina: o continente cairá nas mãos de seitas ou do marxismo, se a evangelização não for renovada e aprofundada. A Obra transforma o pedido em ações. Depois estende sua atuação à Ásia e à África, apoiando a seguir centenas de bispos e legiões de missionários. No difícil tempo pós-conciliar, o objetivo do Papa Paulo VI era sustentar e aprofundar a fé nas regiões tradicionalmente católicas.

Nós colaboramos de muitas formas diferentes. João Paulo II mostrou novas urgências e nos convocou para ajudá-lo, depois 1 de ele mesmo ter contribuído para a queda das ditaduras comunistas. Assim também insistiu na nossa colaboração em defesa da vida. E incentivou nosso empenho ecumênico, com atenção especial à aproximação com a Igreja Ortodoxa Russa. Essa história é conhecida. Mas é sempre bom recordar novamente o cerne da questão.

Um dia, de manhã, tivemos em Roma uma audiência num pequeno círculo, ao lado do auditório do Sínodo. João Paulo II veio ao nosso encontro com um gesto de quem quer abraçar. Aproximei dele a cadeira de rodas do Padre Werenfried. Um momento de silêncio e de saudação recíproca. “Para a Ajuda à Igreja que Sofre, um desejo do Santo Padre é uma ordem”, disse com voz firme o premonstratense.

Nesta quaresma que precede a beatificação de João Paulo II por Bento XVI, essas palavras são um testamento.

One Comment

  1. Evander Junio Chagas dos Santos 4 de maio de 2011 at 01:08 - Reply

    “A Igreja deve dar a conhecer os grandes valores evangélicos de que é portadora; ora, ninguém os testemunha mais eficazmente, do que aquele que faz profissão de vida consagrada na castidade, pobreza e obediência, numa total doação a Deus e plena disponibilidade para servir o homem e a sociedade, segundo o exemplo de Cristo.” Papa João Paulo II

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