Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo (2Cor 5, 17). Esta é a convicção que deve acompanhar a vida de todos aqueles que fazem uma experiência com Jesus Cristo. O que tem de inquietante nesta passagem bíblica é a atitude permanente que deve acompanhar o novo modo de agir dos que foram configurados em Cristo como novas criaturas.

Não é tão fácil reconhecer que esse “mundo velho” deve desaparecer. Mundo que, aqui, não consiste, em primeiro lugar, na descrição da realidade, mas corresponde bem mais às nossas atitudes que definem o estilo e projeto de vida que vivemos e assumimos. Não podemos dissociar estas duas dimensões: o falar e o atuar, ou como muitos afirmam, a necessária coerência entre as palavras e os exemplos.

Vida Nova em Cristo

É incoerente desfrutar da tecnologia de comunicação e, por outro lado, estabelecer barreira de separações, mundos intransponíveis de acesso ao outro, proliferando a indiferença. O que nos une deve ser muito mais forte do que aquilo que nos separa. E o que verdadeiramente nos une é a vida nova trazida por Cristo. A novidade que ele inaugura consiste em sua exemplar atitude de acolher a todos, servir e ajudar. Não é suficiente falar ao mundo sobre o Cristo, mas se torna necessário viver a vida nova trazida por Ele. Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo (2Cor 5, 17). Esta é a convicção que deve acompanhar a vida de todos aqueles que fazem uma experiência com Jesus Cristo. O que tem de inquietante nesta passagem bíblica é a atitude permanente que deve acompanhar o novo modo de agir dos que foram configurados em Cristo como novas criaturas.
Portanto, não nos deixemos infectar pela soberba e ignorância; ao contrário, na conclusão desta reflexão, sublinho este pensamento: “A comunidade ‘dos que nasceram para a vida nova’ se assemelha mais a uma família que a uma fábrica. Não é uma fábrica para produzir e oferecer serviços; é, primeiramente um espaço de vida e de relação; um espaço de encontro pessoal e interpessoal. A comunidade representa, antes de tudo, um lugar de busca do Deus vivo. O encontro requer comunicação e diálogo. E como diz um cardiologista: a comunicação faz bem ao coração” (Bonifácio Fernandez).
Os obstáculos e os desafios estarão sempre por perto, mas nunca deixemos de acreditar na vida nova, um presente de Deus que vê em nossas dificuldades e limites o lugar de misericórdia, que tanto recebemos quanto devemos dar.

Fr. Rogério Lima, O. Carm.
Assistente Eclesiástico Nacional