Quarta, 03 Janeiro 2018 15:23

Nossa Paz

Escrito por Pe. Martin Barta
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Depois dos dois grandes anos jubilares, o Ano da Misericórdia de 2016 e o 100º aniversário de Fátima em 2017, 2018 está à nossa frente como um ano "normal". Mas existe uma temática e um desafio que são válidos sempre e todos os anos: a missão da paz. É na pz que consiste, em última análise, o objetivo final de todos os jubileus, comemorações e iniciativas. É por isso, que a Igreja celebra o Dia Mundial da Paz logo no primeiro dia do ano. “Shalom” significa a plenitude do tempo, o início dos novos tempos messiânicos. No entanto, se o messias já chegou, por qual motivo ainda não há paz na terra?

Com efeito, como último presente antes de sua Paixão, Jesus nos deixa a sua paz; e a traz novamente como primeiro presente na Páscoa - uma paz que "supera todo entendiemnto"(Fl 4,7). A paz de Cristo não pode ser medida; ela é um objeto da nossa fé. Somente Deus tem o domínio sobre a paz e é Ele que oferece a paz como um presente a cada ser humano. Uma paz que não é à maneira do mundo" (Jo 14,27), não é um bem-estar de pouca duração ou um suposto estado de quietude, mas uma paz que abrange a totalidade, que é completa e definitiva. É o próprio Jesus que paga pelo preço da paz, superando a hostilidade em seu corpo crucificado e tornando-se dessa forma a "nossa paz" (Ef 2,14).

A existência real dessa paz não significa não ter dificuldades ou ter os desejos realizados. Na melhor das hipóteses, isso torna as pessoas "satisfeitas", mas não pacíficas. Nós recebemos a verdadeira paz quando, confiantes na Palavra do Senhor, buscamos e promovemos a reconciliação com Deus, com o próximo e conosco mesmos. Só assim a paz também pode acontecer no mundo. É por isso que devemos celebrar todo dia um "jubileu", reconciliando-nos, uns com os outros, e perdoando-nos mutuamente. O grande monge ortodoxo russo, São Serafim de Sarov, nos assegura: “Procure você a paz, e milhares ao seu redor encontrarão a salvação”. Essa paz não significa ter a serenidade em si mesmo. O cientista Max Thürkauf nos ajuda a compreender a diferença: “O budista mantém sua serenidade para si mesmo, o cristão doa sua serenidade ao próximo – uma serenidade que é paz. Paz é serenidade compartilhada, doada. Um cristão não pode manter a paz interior quando seus vizinhos vivem aterrorizados”.

Caros amigos, que o ano de 2018 seja para nós um ano “intranquilo”, no qual, dia após dia, busquemos e doemos a paz de Cristo para que o mundo acredite que Jesus é o Messias, o Príncipe da Paz.

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