Quinta, 10 Agosto 2017 17:01

A Igreja em Zâmbia

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Tony Zender, chefe de um dos departamentos de projetos para a África da ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, viajou à Zâmbia para fazer um balanço da ajuda concedida pela Fundação nos últimos anos e determinar as necessidades futuras da igreja local. Em entrevista realizada por Maria Lozano, ele contou um pouco da experiência.

Dom Emil Shimoun Nona era o arcebispo católico caldeu de Mossul (Iraque) quando o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) invadiu a cidade em 2014, forçando os cristãos a fugirem. O arcebispo encontrou abrigo junto com seu rebanho em Telkef e em outras aldeias cristãs na Planície de Nínive. Este refúgio foi de curta duração: durante a noite de 6 de agosto, com um aviso de apenas 30 minutos de antecedência, as tropas do exército curdo recuaram, deixando mais de 120 mil cristãos no caminho de avanço do EI. A noite do êxodo, a fuga para Erbil e para qualquer outro lugar se tornou o "Gólgota" do século XXI para dezenas de milhares de cristãos.

Terça, 08 Agosto 2017 17:33

Atentado na Nigéria

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“Não tenho nenhum motivo para pensar que foi um atentado contra a Igreja”. Por telefone à ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, Dom Hilary Paul Odili Okeke, bispo de Nnewi, relata o trágico atentado que ocorreu na manhã de domingo, dia 06 de agosto, na sua diocese, mais precisamente no interior da igreja de São Felipe em Ozubulu, Nigéria.

Durante visita à sede internacional da ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, o Arcebispo Dom Moses M Costa, de Chittagong, lamentou o fato de que os direitos das minorias étnicas e religiosas não são explicitamente mencionados na Constituição de Bangladesh. "O governo não reconhece a sua legítima existência e as ignora, de modo que elas quase não têm possibilidade de desenvolvimento", disse ele à ACN. "Além disso, muitas vezes essas pessoas são discriminadas no local de trabalho, em escolas, uma vez que não falam a língua nacional. Quando as minorias étnicas sofrem, a Igreja também sofre, pois 60% dos nossos fiéis católicos pertencem a este grupo". A Igreja Católica é a única instituição que defende os direitos e a dignidade desses povos e se esforça para respeitar e promover sua cultura.

Agora que Mossul foi liberada, poderão os cristãos retornar em breve para as suas casas? Segundo Dom Petros Mouche, arcebispo católico siríaco da segunda maior cidade do Iraque, ainda é muito cedo para isso, mas ele enfatizou a importância de aprender com os acontecimentos passados e da restruturação da paz.

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