Os cristãos de Erbil provavelmente não conseguirão retornar aos seus povoados na planície de Nínive até o verão de 2017 (do hemisfério norte). Embora as operações militares tenham protegido amplamente a área, atiradores de tocaia e minas terrestres ainda permanecem ali. Desse modo, até que Mossul não seja definitivamente liberada, não é seguro o bastante para que os cristãos retornem. Outra condição fundamental para as famílias é a reconstrução dos povoados, sobretudo no rigoroso inverno, como sinalizou o Arcebispo de Erbil, Dom Bashar Warda.

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Quarta, 18 Janeiro 2017 09:15

Igreja era campo de tiro

"Eu não entendo como as pessoas podem prejudicar tanto umas às outras", lamenta o guarda de segurança Louis Petrus. Hoje, Louis volta para sua cidade natal pela primeira vez: a cidade cristã de Qaraqosh, perto de Mossul, de onde ele teve que fugir em 6 de agosto de 2014, quando o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) ocupou a cidade. "Olhe para a minha casa: ela está quebrada, a maior parte das coisas foram roubadas e os movéis todos danificados. Outros moradores de Qaraqosh tinham me avisado sobre o que eu iria encontrar na cidade. Eu tinha ouvido histórias e visto fotos da destruição causada pelos jihadistas. Agora que estou aqui, vendo a cidade com meus próprios olhos, não sei o que sentir. Os terroristas do EI destruíram meus bens, mas eu ainda estou em situação melhor considerando os meus vizinhos: muitas casas foram queimadas ou completamente destruídas. Eu fui abençoado".

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A ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre – está trabalhando contra o tempo, juntamente com o Comitê de Reconstrução de Nínive (NRC) para reparar e reconstruir o maior número possível de casas, para que as famílias católicas siríacas possam retornar a tempo para o início do ano letivo. Pelo menos 600 famílias já retornaram para Qaraqosh, Iraque. Padre Georges Jahola, responsável pela equipe católica siríaca do NRC, prevê com confiança: "Em 10 anos, a cidade estará repovoada como e antes do EI” (referindo-se à ocupação do grupo autodenominado Estado Islâmico).

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Uma Lamborguini Huracan foi presenteada ao Papa Francisco. O carro será leiloado e o valor doado para três instituições de caridade, entre elas a ACN, especificadamente para o projeto "Retorno às Raízes”: um projeto ousado, de reconstrução da Planície de Nínive, no Iraque, que possibilitará a volta das famílias cristãs para suas aldeias de origem após a devastação causada pelo grupo autodenominado Estado Islâmico.

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Dom Emil Shimoun Nona era o arcebispo católico caldeu de Mossul (Iraque) quando o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) invadiu a cidade em 2014, forçando os cristãos a fugirem. O arcebispo encontrou abrigo junto com seu rebanho em Telkef e em outras aldeias cristãs na Planície de Nínive. Este refúgio foi de curta duração: durante a noite de 6 de agosto, com um aviso de apenas 30 minutos de antecedência, as tropas do exército curdo recuaram, deixando mais de 120 mil cristãos no caminho de avanço do EI. A noite do êxodo, a fuga para Erbil e para qualquer outro lugar se tornou o "Gólgota" do século XXI para dezenas de milhares de cristãos.

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Os líderes da Igreja no norte do Iraque alertaram que a crise desencadeada pelo referendo a respeito da independência do Curdistão, realizado na segunda 25/09, poderia pôr em perigo a presença cristã na região.

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No Iraque, muitas famílias cristãs que tiveram que abandonar seus lares já começam a retornar para as suas aldeias de origem na Planície de Nínive. Entretanto, elas ainda precisam de ajuda para alimentos e necessidades básicas. O Arcebispo Caldeu Bashar Warda, de Erbil, explica que os benfeitores da ACN são para essas famílias verdadeiros 'bons samaritanos'.

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Quarta, 14 Junho 2017 13:10

Padres construtores de Nínive

às vezes acontece de padres terem que improvisar outros papéis, como o de pais, conselheiros, professores... e, às vezes, instrutores técnicos. No Iraque, onde o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) danificou, ou mesmo destruiu, quase 13 mil casas de famílias cristãs na Planície de Nínive, os padres precisaram assumir o papel de engenheiros ou de mestres de obras, a fim de contribuírem com o possível retorno dos fiéis para suas cidades e aldeias de origem. Padre Georges Jahola, da Igreja Católica Síria, e Padre Salar Boudagh da Igreja Católica Caldeia são os responsáveis pelas atividades de reconstrução em algumas aldeias cristãs da Planície de Nínive.

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Segunda, 12 Dezembro 2016 14:53

Iraque: “Nós ainda temos medo”

Durante visita à sede da Fundação Pontifícia ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), o arcebispo católico sírio de Mossul, Yohanna Petros Mouche, declarou que os cristãos ainda temem retornar aos seus locais de origem, apesar da liberação da planície de Nínive. Ele disse que “não está claro” quem garantirá a segurança nas aldeias já liberadas e falou que se sente “traído” pelo governo.

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Terça, 07 Fevereiro 2017 12:12

Um "Plano Marshall" para Nínive

"A esperança está voltando para a Planície de Nínive", relata o especialista em Oriente Médio de uma instituição de caridade católica após retornar de uma missão de averiguação em aldeias cristãs iraquianas libertadas em novembro do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI). O padre Andrzej Halemba, diretor de projetos do Oriente Médio da ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), afirmou que "apesar das muitas questões urgentes que precisam ser esclarecidas, as pessoas estão dispostas a voltar para suas aldeias". Quando perguntado sobre a natureza dessas "questões urgentes", o Pe. Halemba refere-se à apropriação ilegal das casas abandonadas, à investigação do suposto uso de armas químicas na destruição de casas cristãs e, para as famílias cristãs que desejam ir para casa, ao medo da violência por parte dos militantes e fundamentalistas que não desejam que os cristãos retornem.

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