Quarta, 18 Janeiro 2017 09:15

Igreja era campo de tiro

"Eu não entendo como as pessoas podem prejudicar tanto umas às outras", lamenta o guarda de segurança Louis Petrus. Hoje, Louis volta para sua cidade natal pela primeira vez: a cidade cristã de Qaraqosh, perto de Mossul, de onde ele teve que fugir em 6 de agosto de 2014, quando o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) ocupou a cidade. "Olhe para a minha casa: ela está quebrada, a maior parte das coisas foram roubadas e os movéis todos danificados. Outros moradores de Qaraqosh tinham me avisado sobre o que eu iria encontrar na cidade. Eu tinha ouvido histórias e visto fotos da destruição causada pelos jihadistas. Agora que estou aqui, vendo a cidade com meus próprios olhos, não sei o que sentir. Os terroristas do EI destruíram meus bens, mas eu ainda estou em situação melhor considerando os meus vizinhos: muitas casas foram queimadas ou completamente destruídas. Eu fui abençoado".

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Nesta quarta-feira, 19 de outubro, após dois anos da invasão da planície de Nínive, no Iraque, tomada pelo grupo Estado Islâmico (EI), o presidente executivo da Fundação Pontifícia ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), Johannes Heeremann, informou a libertação da cidade de Qaraqosh, realizada pelas forças armadas locais na região. “Qaraqosh está livre. E aparentemente parte das comunidades vizinhas de Bartella e Karamlesh também foram libertadas”, disse Heeremann, após receber um comunicado emitido pela organização CAPNI (Christian Aid Program Nohadra - Iraq), que informava que os combatentes do EI deixaram o local sem qualquer resistência.

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Quarta, 11 Janeiro 2017 15:17

Testemunho de vidas sob poder do EI

Há dois meses, Ismail fugiu de Mossul, Iraque, com sua mãe Jandark Behnam Mansour Nassi, depois de viver sob o terror do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) por dois anos. Ismail e Jandark hoje vivem em Erbil, na “Região Autônoma Curda Iraquiana” (Iraqi Kurdish Autonomous Region). Eles nos contaram sua história e voltaram ao tempo que passaram sob o domínio do EI.

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Na noite do dia 6 de agosto de 2014, o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) ocupou as regiões históricas da Planície de Nínive, no Iraque, e expulsou seus habitantes – os cristãos – dali, ocasionando uma grande fuga para a região do Curdistão. Muitos foram pegos durante a fuga, alguns conseguiram fugir mais tarde, mas foram centenas que acabaram presos na região dominada pelo EI e, desde então, nada mais se sabe deles. Khouder Ezzo, sua esposa Aida Hanna e sua filha Cristina, que na época tinha 3 anos, estão entre os que permaneceram na região ocupada pelo EI.

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Terça, 27 Setembro 2016 15:20

Síria: "Nós nunca estamos seguros"

Padre Andrzej Halemba, chefe do departamento dos projetos no Oriente Médio da Fundação Pontifícia ACN (Ajuda à Igreja que Sofre), acaba de voltar da Síria. Numa entrevista à ACN, ele fala sobre a atual situação do país, ainda em guerra.

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Segunda, 12 Junho 2017 13:49

"Marawi está toda arruinada"

Entrevista de Jonathan Luciano, diretor nacional da ACN Filipinas, com o Bispo de Marawi, Edwin dela Peña, sobre a situação na Prelazia de Marawi, no sul das Filipinas, onde o grupo terrorista Maute atacou a cidade, matando cristãos e incendiando edifícios, incluindo a catedral de Nossa Senhora Auxiliadora. Até a finalização desta publicação, sabe-se que 104 pessoas foram mortas e mais de 12.500 famílias foram deslocadas de suas casas. O Pe. Chito Suganob, Vigário Geral da prelazia, foi sequestrado junto com outros funcionários da Catedral. A Conferência Episcopal das Filipinas confirmou a autenticidade do vídeo que circula no Facebook sobre o Pe. Chito Suganob desde o dia 30 de maio.

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Terça, 11 Abril 2017 09:44

Egito: "Rezem pelas famílias afetadas"

O bispo católico copta de Assiut, no Egito, Dom Kyrillos William pediu aos fiéis cristãos em todo o mundo que orem pelas vítimas e pelas famílias das vítimas dos atentados suicidas contra duas igrejas coptas ortodoxas nas cidades de Tanta e Alexandria no Domingo de Ramos, 9 de abril, que custou a vida de pelo menos 44 pessoas e deixou mais 120 feridos. O bispo acrescentou que ele próprio recebeu numerosas mensagens de todo o mundo, após os ataques, prometendo orações e solidariedade por ele e por todos os cristãos do Egito. "A oração é a coisa mais importante que podemos pedir neste momento", disse à Fundação Pontifícia ACN – Ajuda à Igreja que Sofre.

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Sexta, 18 Novembro 2016 14:50

“Nós mataremos todos vocês”

Várias fotos enviadas pelo Padre Stephan Rasche – contato de projeto da Arquidiocese Católica Caldeia de Erbil, auxiliado pela ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) – documentam a presença de extremistas europeus entre os combatentes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI). As fotografias, tiradas em Batnaya, pequena cidade da Planície de Nínive, a 15km de Mossul, mostram um grafite escrito em alemão. Segundo o Pe. Steven, sacerdote que atuava na região em agosto de 2014, 850 famílias cristãs viviam ali quando a região foi dominada pelos terroristas.

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Dois atentados terroristas no Domingo de Ramos provocaram ao menos quarenta e quatro mortos e mais de uma centena de feridos entre a comunidade cristã copta do Egito.

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Os cristãos de Erbil provavelmente não conseguirão retornar aos seus povoados na planície de Nínive até o verão de 2017 (do hemisfério norte). Embora as operações militares tenham protegido amplamente a área, atiradores de tocaia e minas terrestres ainda permanecem ali. Desse modo, até que Mossul não seja definitivamente liberada, não é seguro o bastante para que os cristãos retornem. Outra condição fundamental para as famílias é a reconstrução dos povoados, sobretudo no rigoroso inverno, como sinalizou o Arcebispo de Erbil, Dom Bashar Warda.

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