Segunda, 27 Novembro 2017 14:31

O sustento das trapistas na República Democrática do Congo

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Os monges e as freiras da ordem trapista vivem uma vida de oração e penitência rigorosa e fechada. Eles são particularmente conhecidos por passar a maior parte do tempo em silêncio, sozinhos, com ouvidos para Deus. A ordem possui ramo masculino e feminino, embora o estilo de vida de ambos os ramos seja quase idêntico.

O ramo feminino da ordem tem cerca de 70 conventos em todo o mundo, inclusive na República Democrática do Congo. Existem 21 irmãs que vivem no leste do país em Murhesa, perto da fronteira com o Ruanda, na região do Kivu do Sul. Há alguns anos, esta região tem sido cenário de alguns dos conflitos mais sangrentos da história africana recente e, para grande parte da população, a presença da Igreja Católica é a único sinal de esperança. Sacerdotes e irmãs religiosas estão mantendo testemunho fiel de Cristo aqui, às vezes até o derramamento de seu sangue.

O convento trapista no país não foi uma exceção e tem sido tentado pela guerra, insegurança, assaltos e desastres naturais. Na verdade, em dezembro de 2009, uma das irmãs foi assassinada.

No entanto, apesar de todas essas dificuldades e provações, a comunidade – com mais de 60 anos – continua a gerar numerosas vocações e há um constante número de jovens mulheres batendo à porta do convento porque desejam seguir a Cristo.

É um princípio geral da Regra da Ordem que as irmãs devam viver pelo trabalho de suas mãos. Até então elas tentaram várias maneiras diferentes de se sustentar. As irmãs produzem iogurte e sorvete, principalmente destinados à venda para as tropas da ONU estabelecidas na região. Tentaram também criar galinhas, coelhos e abelhas. Mas seus esforços não foram tiveram muito sucesso. O principal problema era que o convento não tinha as instalações necessárias de trabalho. Eles começaram em 1994 a ampliar o convento e construir um edifício separado para esse fim, mas a guerra acabou com o edifício.

Agora, depois de mais de 20 anos, as irmãs recorreram à ACN – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre – para obter ajuda. Graças à generosidade de nossos benfeitores, não tivemos que decepcioná-las e colaboramos com elas. Agora, as irmãs empreendem uma padaria e uma oficina de velas, além de produzir sabão e mel como forma de sustentar a vida e o ministério. Elas expressam seus sinceros agradecimentos a todos os nossos benfeitores e prometem orar por todos os que as ajudaram.

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