Segunda, 15 Maio 2017 16:04

Indo mais longe...

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Há 45 anos a irmã Maria Luisa Maduell deixou tudo para seguir a Cristo na Congregação das Irmãs de Jesus. Uma vocação que a levou da Espanha para o interior da região amazônica do leste do Peru, no vicariato apostólico de Yurimaguas, uma região em grande parte coberta pela floresta tropical. Ela acredita que foi a Providência que a enviou aos indígenas da floresta tropical.

As condições de vida dos indígenas são muito pobres. Suas cabanas simples são cobertas com folhas de palmeira e a maioria dos pequenos assentamentos ribeirinhos são acessíveis apenas por barco. Não há estradas e a única ajuda médica e educativa que recebem vem dos missionários. As mulheres cozinham suas refeições simples em fogueiras de madeira abertas e eles plantam alguns vegetais básicos em lotes de pequenas hortas. Sua dieta básica consiste em mandioca, bananas e, ocasionalmente, algum pequeno peixe. "Como religiosa, frequentemente me sento com as mulheres e cozinho ao lado delas. É importante estar perto das pessoas, simplesmente para estar com elas ", explica a Irmã Maria Luisa.

O vicariato apostólico de Yurimaguas cobre uma vasta área de cerca de 70.000 km². Os fiéis católicos estão escassamente espalhados por esta área e há muito poucos sacerdotes. Irmã Maria Luisa trabalha na paróquia de São Tomás, ou São Tomás do Rio Paranapura, prestando toda a assistência pastoral, já que neste momento não há sacerdote ali. Ela tem duas outras irmãs e alguns ajudantes leigos para apoiá-la. Os ajudantes leigos nesta obra de evangelização são, eles próprios, apenas camponeses simples, mas a Irmã Maria Luisa fala deles com enorme admiração: "Eles têm apenas uma educação formal mínima e, no entanto, são teólogos, místicos, pessoas de grande fé e acima de tudo de uma generosidade inacreditável", diz ela. Todos os meses, cada um deles visita as pessoas na área que lhe é designada e reza com elas, ajudando-as a compreender a mensagem do Evangelho e a crescer na fé e no amor por Jesus Cristo. Dessa forma eles conseguem visitar três quartos de sua vasta área paroquial a cada mês.

Dom José Luis Astigarraga, que morreu tristemente em janeiro de 2017, ficou encantado com o comprometimento deles e falou de uma "verdadeira missão". Ele foi bispo de Yurimaguas desde 1991 e, há muitos anos, amigo da ACN. Graças ao apoio contínuo e fiel de seus benfeitores, a ACN foi capaz de ajudá-lo regularmente e generosamente. Pouco antes de sua morte, ele mais uma vez agradeceu à ACN e a todos os benfeitores pela ajuda que foi dada para o seu vicariato apostólico ao longo dos anos. Seu desejo era de que as atividades na paróquia de São Tomás no Rio Paranapura não fossem apenas continuadas, mas intensificadas, e ele escreveu à ACN dizendo: "Eu não só aprovo este projeto, mas quero vê-lo ir mais longe". Ele pediu que a ACN apoiasse a Irmã Maria Luísa e seus ajudantes fornecendo material catequético, formando mais ajudantes leigos e dando mais treinamento em serviço aos que já estavam envolvidos nesse trabalho, e também para que pudessem participar em dias de retiro. A ACN está muito satisfeita em informar que conseguiu cumprir um dos últimos desejos do falecido bispo e que está planejando apoiar o projeto.

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