Segunda, 03 Abril 2017 06:23

Da falta à fonte de água

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Uma comunidade contemplativa de irmãs na República Democrática do Congo (RDC) que reza pelos cristãos perseguidos terão seu futuro assegurado por um novo poço - depois de uma falta crônica de água que ameaçava a sua sobrevivência.

“Nós não sabíamos como iríamos sobreviver depois que o nosso poço entrou em colapso há um ano”, declarou à Fundação Pontifícia ACN - Ajuda à Igreja que Sofre - a irmã Mahele Mwamini, prioresa do convento das Carmelitas Descalças do Glorioso São José. A ACN respondeu ao apelo urgente das irmãs concedendo uma ajuda para que o poço pudesse ser aprofundado a fim de se encontrar uma nova fonte de água.

Durante a estação seca de 2017 o poço será escavado em mais 30 metros, atingindo uma profundidade de 50 metros para se chegar a uma nova fonte de água para as necessidades do convento.

A irmã Mwamini disse: “Nós estamos engajadas em rezar pela Igreja, especialmente para aqueles que necessitam mais de nossas orações: os cristãos e os sacerdotes perseguidos por causa de sua fé”. Num apelo desesperado para a ACN ela descreveu a crise por que passavam: “O poço que nos provia de água esgotou. Desde fevereiro de 2016 que não podemos tirar nem uma gota de água. Nosso convento está sofrendo com esta situação. Antes, nós podíamos vender alguns vegetais para ajudar a nossa comunidade a ser mais autossuficiente e ainda ajudávamos algumas mães desempregadas e suas crianças, inclusive com os gastos com a escola. Mas agora, com a falta de água, não temos mais vegetais e somos forçadas a comprá-los para a comunidade”.

A falta da água do poço tornou difícil para as irmãs fazer as hóstias para as Missas e a manter sua pequena fazenda. A irmã Mwamini declarou que “era difícil viver sem a água... para preparamos o pão sem fermento para a Eucaristia; cuidar de nossa pequena granja onde criamos porcos, frangos e coelhos; cuidar de uma pequena horta de vegetais e ainda prover as nossas próprias necessidades – era um desastre”.

Ela acrescentou “Não sabíamos como iríamos sobreviver. Desde o colapso do poço tivemos que usar uma velha bomba manual que já quebrou várias vezes”.

A falta de água obrigou as irmãs a cancelar os retiros espirituais que elas organizavam: “haviam pessoas que vinham até nós para ter um tempo de cura e de retiros, mas devido à falta de água potável, tivemos que dizer a elas que seria impossível passarem um tempo de oração conosco”. Mas a irmã Mwamini disse com otimismo: “o novo poço vai nos assegurar água potável, bem como nossas atividades lucrativas e os retiros espirituais, além de nossas necessidades para limpeza e necessidades higiênicas e pessoais”. Também se beneficiarão “mães desempregadas que compram os vegetais, frangos e porcos para revenda e assim poderem sustentar suas famílias”.

O Pe. Savério Cannistrá, superior geral das carmelitas descalças, disse: “Somos gratos por esse projeto para que essas irmãs contemplativas possam viver em paz e não sejam perturbadas pela falta de água potável e para que possam continuar a apoiar a Igreja com suas orações”.

Ao agradecer os benfeitores da ACN pelo seu apoio, a irmã Mwamini disse: “Que o Senhor os abençoe e os encha abundantemente com a Sua graça... a sua bondosa ajuda nos permitiu cavar um poço”.

»Na sua campanha da Quaresma deste ano, a ACN volta seus olhos para a África, acreditando no apoio que deve ser dado à Igreja nesse país, mas também a todo continente. Saiba mais, acessando a página sobre a campanha.

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